Por Diego Tavares
”Nunca fui esquerdista” – Lula, G7 2026.
Reescrever o passado é sempre a solução mais simples. E você? Acreditou na fala do presidente?
Essa fala de Lula não é um movimento original. É a jogada mais ensaiada da esquerda mundial quando algum governo entra em declínio. Enquanto o projeto funciona, é esquerda. Quando quebra, nunca foi esquerda de verdade.

O pragmatismo de conveniência histórica não é novidade nas ciências políticas. União Soviética, Venezuela, Nicarágua e Cuba: cada modelo que afundou recebeu exatamente o mesmo atestado de óbito ideológico: “Aquilo ali não era esquerda”. O fracasso, na esquerda, nasce sempre órfão.
O Contraste dos Bastidores: O Áudio do G7
Corta para 2026. Bastidores do G7. Um áudio que o mandatário brasileiro não sabia que vazaria ganha os holofotes internacionais. Diante da diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), o mesmo homem garante textualmente:
“Nunca fui esquerdista. O mundo é do caminho do meio.”
Karl Marx escreveu que a história se repete: “a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa”. Lula, que é esquerdista, sabe perfeitamente disso. Três mandatos presidenciais depois, o país se depara com duas biografias conflitantes em circulação.
O Currículo Incontestável frente à Nova Narrativa
Antes do áudio de conveniência geopolítica, há que se analisar o currículo e os fatos históricos consolidados:
- 1980: Lula funda o Partido dos Trabalhadores (PT) — que se tornou um dos maiores partidos de esquerda do mundo.
- 1990: Funda o Foro de São Paulo, atuando lado a lado com Fidel Castro. Não se trata de boato; é a biografia oficial e documentada.
- 2023: Na abertura do Foro de São Paulo, em Brasília, o presidente subiu ao palco e afirmou categoricamente que ser chamado de comunista e socialista é “motivo de orgulho”. Palavra dele, com microfone ligado e plateia de pé.
A Fuga da Identidade e o Peso da História
Com o vazamento recente no G7, Lula assumiu o fracasso de forma implícita. Quem governou o país por vinte anos como esquerda não vira “centro” repentinamente em um áudio de bastidor.
E aqui está o jogo, sem maquiagem: assumir o fracasso custa caro aos projetos de poder. Reescrever o rótulo sai de graça. Todo poder quando se encontra encurralado tenta a mesma rota de fuga: trocar de identidade civil e ideológica para tentar não pagar a conta pela própria história.
Puxa esse fio. E vamos cobrar a nossa conta em breve.