Ricardo Pinheiro Jucá Vasconcellos responde por acusação de matar a esposa grávida de seis meses e os sogros dentro da casa da família; crime ocorreu em agosto de 2021 na cidade serrana de Nova FRIBURGO.
Relembre: Como ocorreu o crime segundo informações publicadas aqui.
Por: Adriana Oliveira ao portal avozdaserra.com.br
Em postagem pública em rede social, uma Patente próxima das vítimas contou detalhes da tragédia na casa do Cônego. Segundo ela, “Nahaty teria sido alvejada enquanto estava deitada na cama, lanchando. Ela teria leva- do três tiros na cabeça e um na barriga. A mãe subiu as escadas correndo e também foi atingida. O pai levou dois tiros ao tentar sair pela porta.
“Peço que meu grito seja ecoado para essas mulheres que se submetem a homens violentos, dominadores, ciumentos”, escreveu ela.
Após um exaustivo julgamento que se estendeu por dois dias e somou cerca de 29 horas de sessão plenária, o Poder Judiciário fluminense proferiu uma sentença histórica na noite da última quarta-feira (17/06). O Grupo de Atuação Especializada do Tribunal do Júri do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAEJURI/MPRJ), em atuação conjunta com a 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Nova Friburgo, obteve a condenação do tabelião Ricardo Pinheiro Jucá Vasconcelos pelo brutal assassinato de três membros de sua própria família.
O réu foi sentenciado a 70 anos, seis meses e 15 dias de reclusão, pena que deverá ser cumprida integralmente em regime fechado.
O Crime que Chocou a Região Serrana
O crime, de extrema violência e repercussão na Região Serrana, vitimou três pessoas:
- Nahaty Gomes de Mello: Esposa de Ricardo, que no momento do crime estava grávida de seis meses;
- Rosemary Gomes de Mello: Sogra do acusado;
- Wellington Braga Mello: Sogro do acusado.
A tese da acusação sustentada pelos promotores de Justiça do MPRJ convenceu o Conselho de Sentença (Júri Popular) sobre a brutalidade, a gravidade e as qualificadoras dos homicídios, resultando em uma das penas mais altas aplicadas na comarca de Nova Friburgo nos últimos anos.
Resposta Institucional
A condenação traz um desfecho judicial para um caso que gerou imensa comoção social e indignação pública. Através das redes sociais, o Ministério Público reafirmou o compromisso de suas promotorias especializadas em atuar com rigor técnico para garantir que crimes hediondos contra a vida, especialmente aqueles que envolvem violência doméstica e familiar, não fiquem impunes na sociedade.
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