Cidade registrou índice de alcoolemia acima da média estadual; fiscalização reforça alerta sobre os riscos da combinação entre álcool e direção
TERESÓPOLIS (RJ) – As operações da Lei Seca realizadas no último fim de semana na Região Serrana revelaram números preocupantes em Teresópolis. De acordo com o balanço divulgado pelo programa estadual, 52 dos 223 motoristas abordados na cidade foram autuados por dirigir sob efeito de álcool, representando 23,3% do total de condutores fiscalizados.
O percentual registrado em Teresópolis supera mais que o dobro da média estadual observada no mesmo período e acende um alerta para os riscos da combinação entre bebida alcoólica e direção.


Teresópolis registra um dos maiores índices da Região Serrana
Os dados apontam que praticamente um em cada quatro motoristas fiscalizados em Teresópolis apresentava alguma irregularidade relacionada ao consumo de álcool antes de assumir o volante.
Na cidade vizinha de Nova Friburgo, as ações ocorreram no bairro Paissandu entre as noites de sábado (13) e domingo (14). No município, 189 condutores foram abordados e 23 autuações por alcoolemia foram registradas, o equivalente a 12,2% dos motoristas fiscalizados.
Embora também preocupante, o índice de Nova Friburgo ficou significativamente abaixo do registrado em Teresópolis.
Mais de mil infrações em todo o estado
Em todo o Estado do Rio de Janeiro, a Operação Lei Seca realizou 26 ações de fiscalização entre sexta-feira (12) e domingo (14), abrangendo municípios da capital, Região Metropolitana e interior.
Ao todo, 3.471 motoristas foram abordados pelas equipes de fiscalização.
O balanço aponta a emissão de 1.133 infrações de trânsito durante o período, sendo 372 relacionadas ao consumo de álcool, o que representa uma taxa estadual de 10,7% de condutores flagrados dirigindo sob efeito de bebida alcoólica.
Crescimento preocupa autoridades
Os números acompanham uma tendência observada nos últimos anos. Dados divulgados pelo programa estadual indicam aumento significativo dos casos de alcoolemia após a pandemia.
Enquanto entre 2014 e 2019 a média de motoristas flagrados dirigindo após consumir álcool era de 4,97%, o índice subiu para 10,10% no período compreendido entre 2022 e abril de 2026.
Especialistas apontam que o crescimento demonstra a necessidade de manutenção e ampliação das operações de fiscalização, consideradas uma das principais ferramentas para reduzir acidentes e salvar vidas nas rodovias e vias urbanas.
Mistura perigosa
Dirigir sob efeito de álcool compromete reflexos, capacidade de reação, percepção de risco e tomada de decisões, aumentando significativamente as chances de acidentes graves.
Segundo especialistas em segurança viária, a fiscalização permanente e as campanhas de conscientização continuam sendo fundamentais para combater a imprudência e reduzir os índices de mortes e feridos no trânsito.
A Lei Seca reforça que a única quantidade segura de álcool para quem vai dirigir é zero.
Fiscalização deve continuar
O programa estadual informou que novas operações continuarão sendo realizadas em diferentes municípios fluminenses, incluindo cidades da Região Serrana, com o objetivo de coibir infrações e promover maior segurança nas vias.
As autoridades reforçam que além das penalidades administrativas, dirigir sob efeito de álcool pode resultar em suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), multas elevadas e até responsabilização criminal, dependendo das circunstâncias da ocorrência.
Fonte: Jornal O Mirante de Teresópolis e portal